Hábitos e costumes

Hábitos e costumes
Costumes e tradições do Vale do Café.

Hábitos e costumes pitorescos de comportamento, vão da fala à forma de vestir e farão de sua viagem uma sucessão de detalhes interessantes. Veja alguns exemplos peculiares:  

Saudações e interjeições no Vale do Café:  No campo, ao encontrar alguém, a saudação raramente será bom dia, e sim: ôooa, ôopa. Pode vir acompanhada de uma curta retirada de chapéu, com uma das mãos, para cima. Compadre e comadre são tratamentos comuns. 

Ao ver algo curioso ou estranho, os moradores da região exclamam: Ê-ê!

A saudação pedindo benção: “bença!” vem muitas vezes acompanhada de beijar a mão, não só dos parentes, mas dos mais velhos em geral. Ao chegar à casa de alguém: licença! 

Teias de Aranha: Teias de aranha são consideradas sagradas e sinais de sorte. Surgem nas casas diariamente como que por mágica.  Muitos moradores do Vale não retiram as teias. Elas rememoram diariamente a importância da ação arquitetada: a aranha trabalha muito, mas depois só espera o alimento cair em sua teia. A natureza fala através delas: trabalhe, mas pense! 

Redes:  Hábito de nossos ancestrais, povos originários de Pindorama, perpetuado aqui. É difícil encontrar uma casa que não tenha rede, geralmente na varanda, para descansar ou dormir. 

O hábito do café:  Mais do que em qualquer lugar, o café é ponto central. A segunda pergunta de quem chega em uma casa depois de um “tudo bem?” É em geral: “tem um cafezinho coado aí?” 

A subsistência: Até hoje, na linguagem, o hábito de trocar também continua arraigado – ao invés de comprar, o verbo utilizado na maior parte das vezes é (a)panhar: panhei esse cavalo pra mim. Panhei esse carro pra mim… resquícios de um tempo sem moeda, em que a troca, ou a subsistência direta da floresta não requeriam compra. 

O quintal: quintalzinho com flores, horta, ervas e árvore frutífera são importantes chaves da independência.  Ensinam que quem planta tem o que comer.  

A pesca: um bambu e uma linha, pronto. Uma arte mundial de paciência e silêncio, que aqui reúne a cultura indígena, portuguesa e africana. Áreas particulares e represas propiciam a pesca de variedades introduzidas por todo o ano. Mas se você deseja pescar em um rio, veja a legislação de proteção das espécies. Importante observar o período de Piracema e Defeso da Bacia do Paraíba do Sul que é de 1º de novembro a 28 de fevereiro. 

Fogão à lenha: calor e luz, o fogo no fogão.  Poucas lareiras, mas o fogão na varanda e na cozinha, sim.  

Arco e flecha: tradição herdada de nossos povos originários.  Grupos de arqueiros esportivos estão espalhados por todo o Vale. É um esporte muito querido na região.  

O cavalo: Beijar o cavalo: para fazer o cavalo andar mais rápido, faça o som de um beijo. 

Vasos de flor:  Unanimidade. Casas simples e rebuscadas muitas vezes usam vasos de flor.  

Uso de ervas: chás, emplastros, tinturas, banhos, escalda pés. A farmácia está antes de mais nada, no quintal e na floresta.